Forró itinerante transforma rotina hospitalar em momento de acolhimento na Bahia

 Ação de humanização leva música, tradição e leveza para pacientes, familiares e colaboradores do Hospital de Brotas durante o período Junino

Foto: Divulgação 

O clima junino chegou ao Hospital de Brotas, em Salvador, de uma forma especial. Para amenizar o ambiente hospitalar e oferecer suporte emocional, a unidade organizou um forró itinerante que circulou por suas dependências durante a semana do São João. A iniciativa, que contou com um carrinho de pipoca na recepção e apresentações musicais da banda Forró Mistura, transformou corredores e alas em um espaço de celebração, promovendo uma quebra necessária na rotina de quem precisa de cuidado.


O projeto é parte da filosofia de humanização do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). A ação busca atender não apenas os pacientes internados, mas também os acompanhantes e os profissionais de saúde que seguem em plantão enquanto as cidades baianas festejam a data. Para a equipe do hospital, o ato de cuidar vai além do suporte técnico; envolve garantir bem-estar e alegria para todos que compõem o ambiente da unidade.


Juliana Heller Albuquerque, coordenadora de RH do Hospital de Brotas, destaca que a iniciativa cumpre o papel de acolher quem dedica sua vida a salvar outras. Segundo ela, ao trazer a energia positiva do São João para dentro da instituição, a empresa gera uma atmosfera de alegria que impacta diretamente a qualidade da assistência prestada. A visão é compartilhada por Andreza Narciza, apoio administrativo do hospital, que ressalta o acalento proporcionado aos colaboradores que passam boa parte do tempo na unidade e muitas vezes abrem mão das festividades externas para trabalhar.


Para os pacientes, a música representa uma ponte com a vida lá fora. O impacto é ainda mais profundo para quem está longe de casa ou enfrenta longos períodos de internação. Áurea Rita Figueiredo, que acompanha a mãe internada há mais de um mês, relata como a surpresa musical foi um divisor de águas em seu dia a dia. Para ela, o momento de música no corredor funcionou como um alívio emocional diante das dificuldades da internação, reforçando que o cuidado com o acompanhante é, também, uma parte essencial do processo de cura.


Redação

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