Com a profissionalização da creator economy, agências ampliam atuação e passam a operar como consultorias estratégicas para criadores
Durante anos, o mercado de influência foi pautado pela intermediação de campanhas publicitárias. Contudo, à medida que a economia dos criadores movimenta bilhões de reais globalmente, esse modelo dá lugar a uma atuação focada na longevidade e na sustentabilidade das carreiras digitais. O novo cenário exige que as agências de gestão de talentos abandonem o papel de meras intermediárias comerciais para se tornarem consultorias estratégicas de reputação e desenvolvimento de marca.
Dai Rocha, CEO da Ragatanga, agência especializada em gestão de talentos digitais, reforça que a transformação do setor exige uma nova visão. Segundo a executiva, o sucesso de um criador não deve mais ser medido apenas pelo volume de parcerias fechadas. O profissional que deseja uma carreira consolidada precisa investir em autoridade, relacionamento qualificado com o público e um plano de negócios que ultrapasse os limites das plataformas digitais.
A evolução reflete o aumento da concorrência e a necessidade de diversificação das fontes de receita. As agências passam agora a coordenar funções complexas, como gestão de crise, planejamento de longo prazo, relacionamento com a imprensa e criação de produtos próprios. A ideia é entender onde o talento deseja estar em uma década, definindo causas e posicionamentos que garantam uma trajetória coerente e com impacto real no mercado.
O papel das agências é, portanto, transformar o alcance momentâneo em um legado duradouro. Os criadores não são apenas canais de mídia, mas empresas e lideranças culturais. Ao atuar como parceiras estratégicas, as agências se posicionam como peças fundamentais na construção das próximas grandes marcas pessoais da era digital, garantindo que a influência se traduza em crescimento sustentável e reputação sólida para seus talentos.
