Antes tabu, estética íntima se torna tendência e transforma o autocuidado feminino

Da ninfoplastia ao laser vaginal, procedimentos deixam de ser assunto proibido e passam a integrar a rotina de mulheres que buscam mais saúde, conforto e autoestima

Foto: Divulgação 

Durante muito tempo, desconfortos na região íntima foram tratados como um assunto delicado, muitas vezes cercado por vergonha e silêncio. Hoje, esse cenário começa a mudar. Cada vez mais mulheres têm buscado informações e tratamentos voltados à saúde íntima, impulsionando o crescimento da ginecologia estética e regenerativa no Brasil.

Segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país ocupa posição de liderança mundial na realização de cirurgias íntimas femininas, com cerca de 30 mil procedimentos por ano, consolidando esse segmento como uma das áreas de maior expansão dentro da saúde estética.

De acordo com a ginecologista e especialista em cirurgia íntima, Dra. Mariana Macedo, a mudança reflete uma nova forma de enxergar o próprio corpo.

“Observamos um perfil de paciente mais informado, que chega associando queixas estéticas a impactos funcionais reais. Em muitos casos, há interferência direta na qualidade de vida, na dinâmica sexual e nas atividades cotidianas”, explica.

A médica destaca que o avanço das tecnologias em ginecologia regenerativa e o acesso a informações especializadas contribuíram para reduzir preconceitos e ampliar a procura por tratamentos que vão muito além da estética.

Procedimentos ganham espaço nos consultórios

Entre os tratamentos mais procurados está a ninfoplastia, indicada para mulheres que apresentam excesso de tecido nos pequenos lábios, causando atrito, dores ou irritações frequentes.

“Do ponto de vista clínico, a principal indicação é funcional, mas também conta com fortes benefícios estéticos. A melhora sintomática em relação à dor, irritação recorrente e limitação de atividades físicas costuma ser o principal desfecho relatado”, afirma a especialista.

Outro procedimento em destaque é a clitoroplastia, considerada uma das cirurgias mais delicadas da ginecologia íntima por envolver estruturas de alta sensibilidade. A técnica busca corrigir excesso de tecido na região preservando integralmente a função e a sensibilidade.

Já o laser íntimo de CO₂, utilizado na região vaginal e vulvar, atua estimulando a produção de colágeno e melhorando a elasticidade dos tecidos.

“O que observamos é uma resposta biológica gradual do tecido, com melhora da qualidade mucosa e da função lubrificatória ao longo das sessões”, explica Dra. Mariana.

Clareamento e preenchimento também crescem

clareamento íntimo também figura entre os tratamentos mais procurados. A hiperpigmentação pode estar relacionada a fatores hormonais, predisposição genética ou atrito constante, sendo tratada por meio de tecnologias específicas e protocolos individualizados.

“Sem identificar a causa da pigmentação, não há como definir protocolo seguro ou expectativa de resposta. A avaliação prévia é determinante e essencial”, ressalta.

Outra tendência é o preenchimento íntimo, realizado com ácido hialurônico para restaurar o volume dos grandes lábios, melhorar a sustentação dos tecidos e reduzir desconfortos provocados pelo atrito.

“O ganho não é apenas estético. Há impacto direto na proteção mecânica e na redução de desconfortos relacionados ao atrito”, destaca a médica.

Saúde e autoestima caminham juntas

Para Dra. Mariana Macedo, o crescimento da procura por esses procedimentos demonstra uma mudança importante no comportamento feminino, em que o cuidado íntimo deixa de estar associado apenas à aparência e passa a integrar um conceito mais amplo de saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Com atuação em São Paulo e na Paraíba, a especialista desenvolve tratamentos voltados à cirurgia íntima e à ginecologia regenerativa, unindo tecnologias modernas, atendimento humanizado e protocolos personalizados para promover conforto, autoestima e saúde integral às pacientes.

REDAÇÃO

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